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Dra Luciana Borsoi

Reconstrução Após Câncer de Pele

O tratamento do câncer de pele vai muito além da remoção do tumor. Em muitos casos, especialmente quando a lesão está localizada na face ou em regiões de grande importância funcional, é necessário realizar uma reconstrução cirúrgica para restaurar a anatomia, preservar os movimentos e proporcionar um resultado estético harmonioso. Essa etapa é parte fundamental do tratamento e influencia diretamente a qualidade de vida do paciente.

A reconstrução após o câncer de pele consiste na utilização de técnicas da cirurgia plástica para reparar o tecido removido durante a cirurgia oncológica. O planejamento é individualizado e leva em consideração fatores como o tamanho da lesão, sua localização, a quantidade de tecido retirada e as características de cada paciente. O objetivo é alcançar um equilíbrio entre segurança oncológica, funcionalidade e estética.

Reconstrução Após Câncer de Peleinterna - Dra Luciana Borsoi

Cada reconstrução é única. Em alguns casos, o fechamento da pele pode ser realizado de forma direta. Em outros, pode ser necessário utilizar retalhos locais, enxertos de pele ou técnicas mais avançadas de reconstrução. A escolha da melhor abordagem depende de uma avaliação criteriosa e da experiência do cirurgião responsável.

Minha formação em Cirurgia Plástica pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP), aliada à especialização em Cirurgia Micrográfica de Mohs, permite planejar cada reconstrução com uma visão integrada do tratamento. 

Reconstruir é cuidar da função, da estética e da qualidade de vida

A reconstrução cirúrgica não tem apenas um objetivo estético. Sua principal função é restaurar estruturas importantes do corpo, preservando movimentos, protegendo tecidos e contribuindo para que o paciente retome suas atividades com segurança e conforto. Em regiões como nariz, pálpebras, lábios e orelhas, por exemplo, um planejamento adequado é essencial para manter funções fundamentais, como respirar, enxergar, falar e se alimentar.

Por esse motivo, a reconstrução deve ser planejada desde o início do tratamento oncológico. A integração entre a retirada do tumor e a técnica reconstrutiva permite alcançar resultados mais previsíveis, preservar a maior quantidade possível de tecido saudável e reduzir o impacto funcional e estético da cirurgia.

Ao longo da minha trajetória, encontrei na reconstrução uma das maiores motivações da minha carreira. Sempre me fascinou a possibilidade de oferecer aos pacientes uma solução que unisse precisão técnica e sensibilidade, ajudando-os a superar um momento delicado com mais segurança e confiança. Essa busca constante pelo melhor resultado faz parte da minha prática diária e orienta cada decisão cirúrgica.

Todo o tratamento é conduzido de forma individualizada, com base em evidências científicas, atualização constante e, sempre que necessário, atuação integrada com dermatologistas, oncologistas, geriatras e outros especialistas. Essa abordagem multidisciplinar permite oferecer um cuidado mais completo e centrado nas necessidades de cada paciente.

Quando a reconstrução após o câncer de pele é indicada?

Para reparar o tecido removido e preservar a função e a aparência

Em áreas delicadas da face e do corpo, que exige técnicas específicas da cirurgia plástica

Quando é necessária a utilização de retalhos, enxertos ou outras técnicas reconstrutivas

Para proporcionar o melhor resultado funcional e estético possível

Se você recebeu o diagnóstico de câncer de pele ou precisa de uma reconstrução após a retirada de um tumor, agende uma avaliação para conhecer as opções de tratamento mais indicadas para o seu caso.