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Dra Luciana Borsoi

Cirurgia Plástica - Dra Luciana

Cirurgia Plástica Reparadora e o Câncer de Pele: Entenda

A cirurgia plástica reparadora promove reconstrução funcional e resultados estéticos mais naturais.

Retirar o câncer não é o fim do tratamento, mas o começo da reconstrução. 

É justamente nesse momento que entra em cena a cirurgia plástica reparadora: a etapa responsável por devolver função, estética e confiança depois da remoção do tumor. 

Quando bem planejada, a reconstrução facial pode mudar completamente o desfecho de um caso, tanto na parte de saúde quanto na autoestima do paciente.

O câncer de pele é o tipo de câncer mais comum no mundo e o Brasil está entre os países com maior incidência, sobretudo em regiões de forte exposição solar. 

Quando é necessário retirar o tumor, especialmente em áreas como nariz, orelhas, pálpebras ou lábios, pode sobrar pouco tecido saudável ao redor. 

É aí que a cirurgia plástica reparadora faz a diferença: repõe, reorganiza e restaura o que foi removido, sempre tentando preservar as linhas de tensão da pele e evitar sequelas visíveis de tumores.

O que você precisa saber:

  • A cirurgia plástica reparadora reconstrói áreas afetadas pelo câncer de pele, devolvendo função e aparência.
  • Retalhos e enxertos buscam respeitar as linhas naturais do rosto e reduzir sequelas visíveis.
  • Quanto antes o tratamento começa, melhores tendem a ser os resultados estéticos e funcionais.

Cirurgia plástica reparadora: quando a reconstrução é indicada?

Em geral, a cirurgia plástica reparadora entra em cena quando a remoção do tumor compromete alguma função (falar, mastigar, fechar os olhos) ou quando afeta a estética de forma relevante. 

Aliás, em boa parte dos casos, a reconstrução acontece na mesma cirurgia da retirada do tumor, principalmente quando se usa a técnica de Mohs ou excisões com margens controladas.

Alguns cenários em que ela costuma ser necessária:

  • Tumores em áreas muito visíveis, como rosto, pescoço ou mãos
  • Lesões grandes ou que invadem tecidos mais profundos
  • Recidivas (tumores que voltaram depois de um tratamento anterior)
  • Pacientes que priorizam cicatrizes discretas
  • Casos que envolvem nariz, lábios, pálpebras ou orelhas

Quando procurar ajuda especializada

Se você ou alguém da sua família recebeu um diagnóstico de câncer de pele numa área visível ou funcional, vale procurar uma cirurgiã plástica com experiência em oncologia cutânea o quanto antes.

Na prática, reconstruir logo depois da retirada costuma trazer resultados melhores do que esperar.

Cirurgia plástica reparadora: retalhos, enxertos e o cuidado com as linhas naturais do rosto

Embora ambas as técnicas tenham o mesmo objetivo, reconstruir a área tratada após a retirada do câncer de pele, retalhos e enxertos apresentam diferenças importantes. Veja o infográfico abaixo:

A técnica escolhida depende de alguns fatores: tamanho da lesão, localização, profundidade do tumor e características próprias do paciente. No fim das contas, tudo se resume a duas categorias principais.

Os retalhos são porções de tecido que continuam vascularizadas, ou seja, são deslocadas de um ponto para outro, mas seguem “vivas”, irrigadas pelo próprio sangue. 

Podem vir de uma região próxima à lesão (locais) ou de áreas um pouco mais distantes, mas ainda dentro da mesma região do corpo (regionais).

Já os enxertos são tecidos retirados de um local e transplantados para outro sem manter a vascularização de origem. Eles se firmam no novo local à medida que novos vasos sanguíneos vão se formando ali.

Nos dois casos, o objetivo é o mesmo: reduzir sequelas de tumores e respeitar, sempre que possível, as linhas de tensão da pele, para que o resultado final pareça o mais natural possível.

Um exemplo ajuda a entender melhor: um tumor no nariz costuma ser reconstruído com um retalho da testa, já que a textura e a cor tendem a combinar bem. 

Uma lesão no couro cabeludo, por outro lado, muitas vezes é coberta com um enxerto de pele retirado da coxa.

Erros que podem comprometer o resultado

Mesmo com técnicas bem estabelecidas, alguns descuidos ainda prejudicam o resultado. Por exemplo:

  • Retalho tensionado demais, o que costuma causar má cicatrização e deformidades
  • Escolha do doador sem considerar textura ou cor compatíveis com a área receptora
  • Falta de planejamento antes da cirurgia (não mapear as linhas de tensão da pele quase sempre deixa cicatrizes mais visíveis)
  • Focar só na estética e esquecer a função, como movimentos de abrir a boca ou fechar os olhos
  • Ignorar o histórico do paciente (fumantes, diabéticos e pessoas com doenças vasculares têm maior risco de complicações)

Cirurgia plástica reparadora: reconstrução que devolve saúde, função e confiança

A cirurgia plástica reparadora no tratamento do câncer de pele vai muito além de “fechar um buraco”. 

Ela devolve função, estética e dignidade a quem está enfrentando uma doença que pode ser bastante difícil. 

Com técnicas como retalhos e enxertos, dá para reduzir as sequelas de tumores e respeitar as linhas de tensão da pele, buscando resultados que vão além da cicatriz.

Eu sou a Dra. Luciana Borsoi, especialista em Cirurgia Plástica Estética e Reparadora e em Procedimentos de Cosmiatria. 

Meu trabalho é oferecer um tratamento oncológico cutâneo de excelência, aliado a uma reconstrução criteriosa, atendimento integrado e compromisso.

Se você ou alguém que você ama está enfrentando o câncer de pele, entre em contato e agende uma consulta. Vamos juntos transformar ciência em cuidado e cuidado em acolhimento.

Aproveite para conferir outros conteúdos importantes no blog.

FAQ – Perguntas frequentes sobre cirurgia plástica reparadora

A reconstrução é feita na mesma cirurgia da retirada do tumor? 

Na maioria dos casos, sim. A reconstrução imediata costuma ser uma ótima opção, porque reduz o número de procedimentos e tende a melhorar o resultado estético.

A reconstrução deixa cicatriz? 

Sim, toda cirurgia deixa. A ideia é que ela fique discreta e bem posicionada, seguindo as linhas de tensão naturais da pele.

Quanto tempo leva a recuperação? 

Varia bastante conforme a técnica e a extensão da cirurgia. De modo geral, dá para retomar atividades leves em uma a três semanas, mas o resultado da cicatriz pode levar alguns meses para amadurecer.

Dá para reconstruir meses ou anos depois da retirada do tumor? 

Dá, mas em geral os resultados tendem a ser melhores quando a reconstrução acontece logo em seguida.